A INCLUSÃO DA CRIANÇA SURDA

A perda auditiva é a deficiência mais comum presente nos nascimentos, afetando cerca de três para cada 1.000 crianças.
Ela é mais comum do que podemos imaginar. Atinge um número muito grande de indivíduos e também pessoas adultas, ou seja, nós também corremos o risco de termos uma perda auditiva.

São classificados três tipos de surdez: O oralizado, que é a leitura labial; o sinalizado, ele mantém uma conversação através da leitura de Libras ( Linguagem Brasileira de Sinais) e Bimodal que tem uma conversação tanto na oralidade como através de Libras.

Ao contrário do que muitos imaginam a língua de sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias.

Diferente do nosso português, a língua de sinais teve origem a língua de sinais francesa, ela não foi criada a partir do português.
A escuta do surdo é uma língua visual espacial, que se utiliza de um campo visual. Ela não possue uma escuta como o português, já que ela não se baseia em sons.

A gramática da Libras não são usadas preposições ou artigos. Os verbos chamados verbos de ligação, aparecem sempre na forma infinitiva.
Português – Ele corre muito
Libras – Ele correu muito

Português – Nós viajamos para o interior
Libras – Nós viajar interior

Como será ter um filho surdo?  Será que alguém é preparado para cuidar de alguém com estas necessidades especiais?

O momento do diagnóstico da surdez de uma criança é muito difícil para os pais, pois diferentes sentimentos e dúvidas surgem quando estão com este diagnóstico nas mãos, podendo, muitas vezes, abalar a estrutura familiar.
No momento em que a surdez é confirmada, muitos sentimentos começam a aparecer e os vínculos familiares passam a estremecer. Uma nova organização familiar faz-se necessária, tanto nas questões práticas, como tempo para o tratamento e custo, quanto nas questões emocionais como culpa, medo e frustrações que vão surgindo.
A maioria dos pais costuma fazer muitos ajustes após um diagnóstico seja ele qual for e, muito dos primeiros anos são dedicados a aprender a lidar com a nova situação. Os pais que nunca tiveram acesso ao problema da surdez ficam preocupados e aflitos apenas com o "ouvir" da criança, deixando muitas vezes de olhar para as possibilidades e potencial desta. O que pode vir a comprometer e impedir a construção de uma linguagem, prejudicando assim, seu desenvolvimento cognitivo e emocional.
A maioria das famílias são despreparadas para lidar com um filho surdo. Não recebem instruções sobre o que é a surdez e nem de como educar uma criança surda.

O surdo é um indivíduo normal, principalmente se teve uma correta e integral educação e estimulação. A criança ouvinte forma seu conceito de meio ambiente principalmente através da audição. Já a surda, com ajuda do professor e dos pais ou cuidadores, através de uma didática bem aplicada, aprenderá de maneira objetiva a formar esses conceitos.

Quanto à inteligência prática, aquela que se desenvolve lentamente na criança e a leva a resolver problemas, através do desenvolvimento cada vez maior da observação, a criança surda a possui igual à da criança ouvinte. Analisando estes dois aspectos da inteligência, sabe-se que a aprendizagem da criança surda é mais lenta, pois ela não recebe a mesma quantidade de estímulos que uma criança ouvinte, o que prejudica a sua perfeita formação de conceitos.

As dúvidas que surgem entre os pais de crianças surdas são sobre as dificuldades que suas crianças enfrentarão no desenvolvimento escolar e as possibilidades de um desenvolvimento normal em relação ao aprendizado global. O Psicoterapia trabalhará, num primeiro momento, junto aos pais a fim de mostrar o que é esperado do desenvolvimento cognitivo e motor de seus filhos. Num segundo momento, irá atender a criança no sentido de estimular suas potencialidades, capacidades e habilidades que não estão diretamente ligadas à surdez.

 

Psicóloga: Mirtes Terezinha Gonzalez Santos Email: mirtes@aldeiadavida.com.br