Como um certo comportamento de alguém do passado pode ter acontecido e ter efeito sobre vária gerações seguidas?

A premissa básica é que todo grupo desenvolve modos de interação: maneiras de pensar, sentir, decidir e agir. A repetição dessas formas de viver, criam padrões; é o que chamamos de “Campos de ressonância” que passam a existir pela repetição contínua dessas específicas formas (fôrma = formar) de estar no mundo daquele grupo específico. A isso chamamos Sistema – dinâmico, um jeito “organizado” de interação e interdependência. Mas, algo deve estar em desordem. Podem ter ocorrido no campo familiar ou organizacional, situações extremamente impactantes, que imprimem uma “marca” (chamamos de trauma sistêmico). Por ex: guerras, imigrações forçadas, assassinatos, suicídios, mortes prematuras, abandono. Na constelação aparece o que contextualiza o bloqueio, padrões que atuam no inconsciente e que podem ser responsáveis por fortalecer ou enfraquecer o sucesso e o funcionamento das relações e da vida da pessoa.

Podemos então afirmar, que situações repetitivas de perdas, doenças, desajustes emocionais, assassinatos, acidentes, depressão, suicídios que  materializam-se sobre várias gerações, mesmo que alternado-se no tempo (por ex: pulando uma geração), são sinais de alerta do inconsciente.  Nas Constelações, podemos acolher o que foi excluído, sob um olhar amoroso e sem julgamentos. A imaginação é mais importante que o conhecimento e sob este novo paradigma, a mente humana constrói novas formas para depois poder encontrá-las nas coisas.