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Filhos mal-educados!!! E agora???
Esse tema é bastante amplo e pode ser visto de várias maneiras. Pretendo, nessa edição, exemplificar alguns comportamentos infantis e a interferência que a família pode fazer. Então vamos lá:
1.O que interfere no comportamento infantil?
Há uma grande variedade de perturbações, acontecimentos e sentimentos que podem interferir no comportamento infantil. É importante ressaltar que cada criança é de um jeito e, portanto, é singular e vai reagir de diferentes modos às situações. Vejam só: se uma criança de três anos e meio, passa o dia brincando na escola e quando chega em casa faz birra, chora e não te atende em nada, pode ser que ela esteja cansada e com fome ao invés de ser indisciplinada.
O que ocorre é que acham que devemos disciplinar sempre, em todas as situações, aplicando castigos e punições. Alguns pais até batem na criança, pois seu estresse está nas alturas e a criança não colabora. É preciso primeiro avaliar possíveis causas desse ou daquele comportamento para depois tomar uma atitude.
Essa criança em questão, que chora e faz birra, não pode receber uma punição só porque não consegue lidar, ainda, com as sensações do cansaço. A fome é sentida pela criança, por muitas vezes, como uma sensação desagradável, de vazio ou de dor.
Perceba, olhe, reflita sobre o que pode estar originando o mau comportamento da criança. Não estaremos sendo permissivos se pegarmos essa criança no colo e perguntarmos o que ela quer, ou oferecer um alimento, ou preparar um banho relaxante e, se possível, tudo de forma calma e harmoniosa. Tentem! A criança vai entender que quando chega da escola com cansaço ou fome vai ser recebida com carinho e cuidados especiais de alguém da família, e em conseqüência, ficará mais calma. Notem como a criança se tranquiliza depois do banho e da refeição.
Outro exemplo de interferência no comportamento infantil é as discussões dos pais, enquanto os filhos assistem à TV ou brincam. É comum acharmos que a criança não estava prestando atenção em nada, mas discussão entre os pais pode gerar medo, angústia ou raiva na criança, e ela revelará esses sentimentos e sensações através de comportamentos inadequados.
Também entendo que há criança que apronta muito e a toda hora, sem que haja uma motivação presente. Nesse caso é preciso muita conversa e disciplina.
2.Como corrigir a criança quando ela fala palavrões?
Se a criança fala palavrões é porque aprendeu com alguém e em algum lugar, entre amigos ou mesmo em casa. Tudo bem, não podemos colocar nossos filhos numa redoma de vidro para que não aprendam ‘coisas feias’. Contudo, você fala palavrões? Nós, pais, somos o maior exemplo para a criança e se deixarmos escapar um ou outro de vez em quando, a criança também vai falar. E se batermos na boca da criança estaremos sendo bastante agressivos e a criança ficará confusa porque aprendeu a falar palavrões ouvindo seus pais. Creio que, a melhor maneira é conversar sobre isso, explicando à criança que ela não tem permissão para falar essas palavras feias. Se for um pré-adolescente os pais devem alertá-lo que esse palavreado é usado no grupinho de amigos e não dentro de casa, escola, ou em reunião de pessoas ou familiares. Assim, ele saberá discernir quando poderá falar palavrões e onde é proibido. Agora, impedir um jovenzinho de falar palavrões em todos os lugares, nem entre amigos é, com certeza, uma atitude que ele não conseguirá cumprir, devido ao fato de estar numa idade em que ‘é gostoso quebrar regras’.
3.Qual a melhor hora e melhor maneira de ensinar as crianças que falar palavrões é feio?
A melhor maneira é sermos um bom exemplo. Não adianta nada ditar as proibições às crianças e sair soltando palavrões. Também é um tanto injusto dizer ‘eu posso, você não’.
Desde muito pequena a criança vai absorver o que ocorre ao seu redor, aprendendo por imitação e observação. Então não fale palavrões nem num dia de trânsito parado, nem quando pisarem no seu pé, nem quando a criança estiver dormindo ao seu lado.
Nos diálogos introduza a sua opinião a respeito do palavrão. A criança com dois ou três anos já sabe ouvir: “não pode dizer isso, porque é feio!”
As crianças, principalmente os meninos de oito ou nove anos, devem ouvir de maneira clara onde é proibido falar palavrões. Faça um acordo com a criança, pergunte qual punição ela quer receber quando soltar um palavrão em casa ou outros lugares proibidos. Pode ser perder um desenho na televisão ou ficar sentado um tempinho. A criança que sabe com antecedência que vai ser punida, porque cometeu um erro, não sente raiva dos pais. Apenas aprende que atitudes erradas levam a um castigo. É um acordo sobre bons modos. E atenção, leve a sério a punição escolhida entre pais e filhos, porque se a punição não ocorrer, seu filho vai achar que sua lei/autoridade é fraca, e não vai mais respeitar o acordo e nem você.
Esse acordo costuma ser bastante eficaz se os pais estiverem dispostos, também, a respeitá-lo.
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Autora: Daniela
Ruiz de Mendonça
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