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Filhos mal-educados!!! E agora???
4.Quando a criança faz escândalos em público, o que fazer?
Os escândalos em público costumam acontecer dos dois aos cinco anos, mais ou menos. A birra, os gritos e escândalos em público têm um único sentido: a presença do público! Atenção, não é para os outros que a criança se joga no chão e grita. É para você! Eles notaram, numa primeira vez, que você ficou constrangido e com vergonha do público e, então, passam a ‘envergonhá-lo’ para que você ceda a um pedido dele. O escândalo não vai ter sentido se você ignorá-lo, virar as costas e fingir observar uma vitrine. Nunca deixe seu filhinho largado no chão e ande. Pelo contrário. Saia de perto o suficiente para mantê-lo sob seu olhar protetor. Apenas ignore, silencie e dirija seu olhar para outra vitrine. Você vai ver que a criança levantará e irá atrás de você.
Se a criança insistir na birra, gritando, se jogando no chão, continue a ignorar. Se ela vier até você com ‘choro sentido’, mais triste do que brava é hora de abaixar-se na altura da criança e explicar que você entende a vontade dela de ter aquele brinquedo, mas que hoje não é o dia de comprar, ou não há dinheiro suficiente. Faça um acordo de presenteá-la numa data comemorativa e cumpra o prometido.
Se os pais morrem de vergonha dos olhares ao redor e acaba cedendo aos desejos da criança para que ela pare de gritar, estará ensinando que todas às vezes que você disser ‘não, não pode’ é só se jogar no chão e berrar que você realizará o desejo dela na hora.
Pais entendam que os berros do seu filho chamam, realmente, a atenção do público, entretanto, eles sabem que esse comportamento é típico da criança, então não há do que se envergonhar. Na hora do escândalo não tente conversar ou segurar a criança porque piora a situação, pois é show mesmo que seu filho quer! A criança está demonstrando que não quer ser contrariada! Mas o que deve valer é o NÃO. A criança deve aprender desde pequena a ouvir “não”, pois a vida não poderá dar tudo o que ela quer! As pequenas frustrações ajudam a criança a aguentar “os nãos da vida”!
Em casa, vocês podem conversar sobre o que aconteceu, mostrando seu desapontamento, mas sem deixá-la perceber que essa situação é constrangedora para você. Crianças são espertas e observadoras, não é mesmo? Atenção para não ser manipulada!
5.Ao receber visitas de outras crianças em casa, o que devemos fazer para que nossos filhos os tratem bem?
Não há como exigir um comportamento exato da criança, mesmo porque são dezenas de situações diferentes, e fica impossível prever todas elas. Você conhece seu filho? Sabe se ele é ciumento com seus brinquedos? Se ele for, ajude-o a guardar no armário aqueles com os quais ele não quer que o filho da visita brinque. Faça uma caixinha com os brinquedos que podem fazer parte da brincadeira das crianças e coloque num lugar no qual as crianças possam se divertir enquanto os adultos conversam.
Se receber criança em casa, sem a presença de seus pais, então você é responsável por ela. Tenha sempre atenção e vá mediando a brincadeira, propondo acordos, evitando, assim, as brigas por brinquedo. Em último caso, combine com as crianças que se brigarem a brincadeira acabará e o amiguinho será levado para sua casa. Faça isso uma vez e você verá que das próximas vezes, quando iniciarem uma briga, e você disser ‘Pronto! Vamos acabar com a brincadeira e o amiguinho irá embora’, na hora eles param de brigar e continuam a brincadeira.
Uma dica: Sente com as crianças e estabeleça as regras do que pode e do que não pode acontecer. Assim não serão pegos de surpresa com uma punição não prevista.
Crianças precisam de limites, precisam ser avisadas sobre o que se espera delas. E os pais precisam de bom senso para avaliar como resolver a quebra de regra, o que, nem sempre, é feito com punição.
6.O que significa o comportamento bruto das crianças? Como tratá-lo?
Algumas crianças, principalmente meninos, apresentam um comportamento bruto: derrubam coisas por onde passam, machucam outras crianças sem intenção, são impulsivos respondendo rapidamente e sem pesar, ou agindo sem reflexão prévia. Outras crianças são brutas, porque os pais também o são.
Devemos ter olhar apurado para avaliar se esse é o ‘jeito’ da criança se apresentar ao mundo, se está reagindo a uma determinada situação ou se está imitando adultos.
Reconhecendo as motivações da criança fica mais fácil interferir nesse comportamento. O mais importante é, junto ao seu filho, conversar sobre as conseqüências dessas ações ou desse jeito de ser, ensinando-o a pedir desculpas ao outro prejudicado, ou assumindo, propondo soluções para consertar os estragos.
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Autora: Daniela
Ruiz de Mendonça
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