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O jogo na psicoterapia e na psicopedagogia
Os jogos e as brincadeiras são recursos indispensáveis
na terapia de crianças e adolescentes. É através
do brincar e jogar que se cria um ambiente de significação
da aprendizagem e dos conteúdos emocionais.

Este é um jogo que estimula o raciocínio lógico-matemático.
A criança, ao se deparar com as peças embaralhadas,
deve criar uma estratégia de ação que será
observada pelo profissional:
Qual pegará primeiro?
Observará os números e sua seqüência?
Começará com peças maiores?
Ao levantar hipóteses estará elaborando
estratégias e estimulando suas habilidades mentais.
O profissional sabe a hora exata de interferir, de
modo a ajudar a criança a conhecer outras possibilidades
de aprendizagem e de resolver uma situação-problema.
A criança aprende a perguntar e a buscar soluções.
A intervenção do profissional pode
estar baseada na solicitação da justificativa de uma
peça colocada.

Esse conhecimento das estratégias usadas pela criança
proporciona conhecimento de si mesma e um modelo para resolver outras
situações vividas no dia-a-dia.
Aprendendo a pensar
Com diferentes desafios a criança aprende a pensar sobre
como superá-los. Esse exercício se estende para todas
as outras situações que são vivenciadas pela
criança na escola e em família, por exemplo.

Esse é um jogo de montagem de cenas e reorganização
dos fatos para compor uma história. Ao realizar a atividade,
a criança estimula o raciocínio de elaboração
de seqüência lógica de ações. A
intervenção do profissional está em produzir
reflexões na criança, o que a leva a questionar, justificar
e organizar suas próprias ações.
Desta forma, o brinquedo não é
somente para descontrair, tem função educativa. Entretanto,
a postura do profissional diante da brincadeira da criança,
torna-se primordial, pois ele sabe de que maneira intervir a fim
de estimular na criança entendimentos e novas ações,
tornando-a mais ativa na vida pessoal e escolar.
Autora: Daniela
Ruiz de Mendonça
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